terça-feira, 5 de agosto de 2014

Doidos de pedra

benditos sejam os doidos de pedra

pedras nos sapatos chiques de couro envernizado

que não deixam a arte virar pedra

e encontram nas pedras do caminho

a fluidez tão necessária à vida...


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Vadiagem...

"Estou mais interessado em pervertidos do que em santos. Posso relaxar com os imprestáveis, porque sou um imprestável. Não gosto de leis, morais, religiões, regras. Não gosto de ser moldado pela sociedade."
(Bukowski)

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Travessia

onde você gostaria de estar hoje?
tudo que se suporta, realmente vale a pena?
seria hoje um bom dia para morrer?

que se vá embora a ilusão da resposta certa
arrogâncias à parte, olhe mais de baixo
que não se vá embora a vontade de suportar

que se vão embora todos os deuses
que me abracem todos os meus demônios
e que dancem em torno de uma fogueira

que o amor e a ternura não desistam de nós
que seus olhos ainda possam me sorrir
e seus braços me protejam do caos

em meio à poeira das estradas de terra
possamos ainda capturar a luz, numa cena épica
ainda que sob as patas de mil cavalos selvagens

que não nos falte a coragem que nos dá impulso
num salto sem rede de proteção
que não nos falte a alegria de prosseguir

e quando os ombros estiverem inexoravelmente cansados
e um sol dourado brilhar num horizonte distante
matizando com suas cores toda uma estrada poeirenta
aí, talvez, seja a hora de respirar fundo e abrir um sorriso brando

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Pôr-do-sol

quinta-feira, 27 de março de 2014

Marginais

Não se engane, se você não faz parte dos 0,7% da população que concentram 41% da renda mundial, você é periferia, mano...

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Do que a vida é feita...

o que me emociona é o mundo
parar, observar, olhar, ouvir, dizer...
o sangue flui? o coração aperta...

dizer, de um jeito ou de outro
qualquer expressão vale a pena?
imagem, palavra escrita ou cantada
tudo vale mil palavras, cantos e fotografias?

na perspectiva que me encanta
vestindo o olho do outro
adivinhando naquela imagem, uma história

toda imagem conta uma história

todo canto canta uma história

todo sussurro tem uma história

toda palavra, numa boa história, é encantada

fotografia, vivida, sentida

cada estrada percorrida é uma viagem

toda viagem é um caminho

dia-a-dia, passo a passo se compõe uma história

e toda viagem deve render uma boa história?

e no fim das contas, ali na derradeira hora
só as histórias... vividas, sentidas, vivas... quase mortas
aos que vêm, vêem e se vão, sentindo, contando e cantando

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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Cotidiano

hoje me sinto como a estátua do velho Drummond,
sentado em Copacabana observando o mundo sem expectativas

roubaram-lhe os óculos e nada pode fazer
riem ou choram, não pode mais escrever
se a poesia nos abandona,
já não pode mais ensaiar suas caretas

chuva na cabeça... sentado...
sol, vento, ressaca... sentado...
dia e noite, dia após dia... sentado...

o exagero constrangedor do cotidiano
repetido, cansado, irônico e ácido...

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Silêncio, por favor...

por que diabos a vontade de gritar surge justamente quando o melhor é se manter em silêncio... ?

o aniquilamento, a tragédia e o drama são tão, tão sedutores...

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A vida é um sopro...

"Eu confesso a você que eu tô um pouco cansado de falar de arquitetura. Porque as coisas se repetem, a conversa é a mesma, as perguntas são as mesmas. Mais importante do que a arquitetura é estar pronto pra protestar e ir na rua, isso que é importante, é o sujeito se sentir bem, sentir que não é um merda, que ele tá ali pra ser útil..."

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Aventuras da época de moleque...


Plano A: dirigir-se à BR 277 em Guarapuava, saída principal para Curitiba, em busca de uma carona. Uma vez em Curitiba, tentar novamente carona para o litoral. Chegar em Guaratuba, procurar um amigo do Julio (o Guilherme) que estava vendendo uma barraca a preço muito acessível e dirigir-se à Ilha do Mel.
Plano B: inviável. Qualquer outro plano envolveria uma quantia de dinheiro que não possuíamos. Ou então, desistir e voltar pra casa de cabeça baixa, mas isso não admitíamos.

Leia o texto completo no link a seguir:
http://naoestanoguia.wordpress.com/2013/05/30/ilha-do-mel/