Sábado, Fevereiro 12, 2005

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Entardecer do interior

É sempre da mesma forma
nestes fins de tarde
fins que se anunciam
pelo calor que se abranda
pelas folhas que se avivam
pelo vento que se acalma

É sempre a mesma coisa
nestes fins de tarde
fins que se sentem
pela tristeza que se agiganta
pela melancolia que reaparece
pelo torpor que me toma

É sempre como sempre foi
nestes fins de mundo
fins que se percebem
pela atmosfera fria
pela vida que nem vive
pelo ritmo que se finda

E é pelo medo de repetir
que este sempre me ofende
(deturpa o que não foi dito)
pelo que já um dia foi abordado
muito embora o que hoje proclamo
seja a mais pura expressão
do que é meu, tão e somente só
meu... sempre...


Luiz Ricardo Rech
Déjà vu - Caminhos do ser