Sábado, Março 18, 2006

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Bússolas


Buscando para tudo um sentido
A direção do norte, a rosa dos ventos
Uma distância vetorial para os corações

Bato-me com mil cálculos e planilhas
Analiso os riscos das novas oportunidades
Tudo sem sentido, mas perfeitamente calculado

Não satisfeito com a falta de sentido
Procuro pelos mapas sentimento-geográficos
Sequer os encontro, nas prateleiras empoeiradas

Enfim a reta que buscava com tiro certeiro
Converte-se em longos e sinuosos caminhos
As fórmulas evaporam-se a cada curva vencida

São tantas variáveis e tão poucas constantes
São tantas hipóteses e tão poucas certezas
São tantos destinos e tão poucas rotas

Candura
Luiz Ricardo Rech




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Infinitude

Esse fim sem começo
Essas coisas que não têm fim
Isso tudo que não cabe em mim
Uma antigüidade que me afeta
Uma sombra que encobre
O que penso? Por que?
Tudo já cogitado?
Herança indesejada
Desejo indeterminado...

Sexta-feira, Março 17, 2006

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Mau presságio?

Chegou-se a estas paragens procurando-se por: "filosófos que morreram loucos".

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Afinal, alguém aí sabe como se define a loucura?

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Fisiológicos

Há no mundo seres tão patéticos, capazes de atitudes tão baixas e indignas, para os quais só posso conceber que ignoram o teor da própria vileza, caso contrário suicidariam-se, dada a presumível incapacidade de elevarem-se. Infelizmente nem mesmo dessa percepção são capazes e fisiológicos como são não abririam mão de uma existência tão inútil e incômoda.

Quinta-feira, Março 09, 2006

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Ignorância

Ignorar a própria ignorância, eis o grande motor que impulsiona a mediocridade. Fazer-se parecer não ignorante, o melhor combustível. Acreditar na própria mentira, patético e perigoso.

Quarta-feira, Março 08, 2006

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Não contar...

Não te conto
Tu não te afliges
Eu não me lembro*


*Em memória dos problemas que já se foram mediante a atenção a eles não dispensada.

Sexta-feira, Março 03, 2006

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Nonsense

Absurdos incompreensíveis como "cores crepusculares ardiam em minha mente num estado inconcebível de catarse regenerativa", enchem o saco!

Ser um grande e absoluto poço de merda nenhuma e fazer pose de popstar, enche o saco!

Ser um grande e absoluto poço de merda nenhuma e datar-se, enche o saco!

Ser um grande e absoluto poço de merda nenhuma e citar-se, enche o saco!

Frases feitas, clichês, neologismos bestas, repetições desnecessárias, formigas que mergulham no oceano, borboletas que lutam sumô, poemas que parecem noticiário... ok, eu e minha ranzinzice também enchemos o saco...


Haja paciência...

Quinta-feira, Março 02, 2006

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Eles mentem ou porque sou um cético...

Quando eu era pequeno eu tinha medo de quem parecia saber tudo por que eu não me julgava capaz de saber tudo também. Hoje eu continuo a ter medo de quem parece saber tudo, mas por razões distintas.

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Dragão invisível