quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

da incompreensão e das tentativas de se dizer...

Se não digo o que vai no fundo do pensamento é porque não acredito que realmente valha a pena. Se minha curiosidade sobre os últimos mistérios para os quais ignoro respostas (sem intenção clara de ignorá-las) não fosse uma coisa vã e descartável, morreria de tédio, ou depressão, ou seja lá o que for. Meus recursos linguísticos , que reconheço limitados, fossem menos limitados, ainda assim pouco mais saberia dizer.

Em vão nomeiam amor, vida, memória, solidão. Não há critério válido e pouco se entende, ainda que se demonstre, pois aquele que se expressa é diferente de mim, sua história, suas impressões. Eu não consigo alcançá-lo e ao não alcançá-lo distancio-me também de mim. E por mais que se diga, ainda assim, pouco, muito pouco se clarifica.

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“Pois mesmo os melhores erram nas palavras quando elas devem significar o que há de mais leve e quase indizível.”
Rainer Maria Rilke