perfurado o baço
envelheço, anoiteço...
enrijecido, o coração
bate feito pedra
descrente, inconsequente
cansado, meu olhar nem se lança
prefere repousar, ainda atento
mas lento, muito lento
há remédio para a vida que dói?
ou deve ser mesmo só aquele charme
confessado pelo poeta bigodudo
reivindicação de um inútil espólio
de todos que doeram e passaram?