terça-feira, 14 de setembro de 2010

Segurança

ouvir meus pensamentos em silêncio
causa-me assombro, como fantasmas
que me habitam em noites muito longas

os muros altos que ergui, caminham comigo
fazendo pouco sentido quando não significam
mais do que rochas vistas de longe na paisagem

quando não há do que se proteger
a segurança não passa de uma prisão
encerrando em si pouco mais que nada

se a segurança me encerra
ou se sou eu quem a projeta, pouco importa
se tudo que alcançamos é apenas um frio inerte